Como elaborar um orçamento por categorias

Equipe Barkus
Time editorial
10 min
|
May 29, 2018
Saiba mais›

Você já sabe quanto entra e tem os gastos dos últimos dois meses anotados. Na hora de virar orçamento, a lista trava nas dúvidas de sempre: mercado e padaria ficam juntos? A farmácia entra em saúde ou em casa? O cartão de crédito é uma categoria ou o meio de pagamento de várias?

A categoria serve para mostrar quanto do seu dinheiro já está comprometido antes de você decidir qualquer coisa no mês. Na média brasileira, habitação respondeu por 36,6% e alimentação por 17,5% da despesa de consumo das famílias, e habitação, alimentação e transporte somaram 72,2% dessa despesa, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018, do IBGE, edição mais recente publicada. Entre as famílias que recebiam até R$ 1.908 na época, alimentação e habitação sozinhas ficaram com 61,2% da despesa total.

O que um orçamento precisa mostrar?

Três números, nesta ordem: a renda líquida do mês, o total já comprometido e o que resta livre. Todo o detalhe existe para chegar nesses três.

Renda líquida é o que cai na conta depois dos descontos de INSS, imposto de renda e plano de saúde. Limite de cartão e cheque especial ficam fora, porque são dívida disponível. Com renda variável, use a média dos últimos seis meses e registre também o menor mês do período, que é o cenário que o orçamento precisa suportar.

O método ERICA parte desse mesmo ponto, e os números que alimentam o orçamento vêm do registro de gastos que você mantém.

Como separar gasto contratado de gasto variável?

Gasto contratado tem valor e data definidos quando o mês começa: aluguel, condomínio, mensalidade, parcela de financiamento, assinatura. Ele muda com renegociação, cancelamento ou troca de contrato, e raramente dentro do mês corrente.

Gasto variável depende de decisão e de preço a cada compra: mercado, transporte, farmácia, lazer. O valor oscila mesmo com o hábito igual, porque o preço se move.

Essa separação é a mais útil do orçamento, porque mostra onde existe margem de manobra. Um orçamento organizado apenas por tema, do tipo casa, comida e transporte, mistura as duas coisas e faz parecer que tudo é ajustável.

Sem a separação entre contratado e variável, o orçamento sugere que qualquer meta de economia é alcançável no mês seguinte. A parte contratada leva de trinta a noventa dias para mudar, quando muda.

Quantas categorias cabem num orçamento?

Entre oito e doze dão conta da maioria dos casos. Abaixo disso, a categoria fica larga e não aponta nada. Acima, o lançamento fica ambíguo e você passa a gastar tempo decidindo onde cada compra entra.

Um conjunto que funciona:

  • Moradia: aluguel ou prestação, condomínio, IPTU, energia, água, gás, internet.
  • Alimentação no domicílio: mercado, feira, padaria.
  • Alimentação fora: refeição e lanche na rua.
  • Transporte: passagem, combustível, aplicativo, manutenção.
  • Saúde: plano, medicamento, consulta.
  • Educação: mensalidade, curso, material.
  • Dívidas: parcelas e faturas em pagamento.
  • Pessoal e lazer: vestuário, cuidados, assinaturas, saídas.

O teste para criar uma categoria nova: ela ganha linha própria quando você quer acompanhar aquele valor separado, mês a mês.

Onde entram os gastos que não chegam todo mês?

IPVA, material escolar, seguro e presente de fim de ano chegam concentrados. Fora do orçamento mensal, eles voltam como dívida em janeiro e em fevereiro.

O tratamento é somar esses valores do ano e dividir por doze, criando uma linha mensal para eles. O texto sobre gastos anuais concentrados mostra como levantar essa lista, e transformar objetivo em valor mensal usa a mesma aritmética pelo lado da meta.

Como o cartão de crédito entra nas categorias?

O cartão é meio de pagamento, então a fatura se distribui entre as categorias que a originaram: mercado no mercado, farmácia na saúde, passagem no transporte.

A exceção é a parcela de compra antiga e o valor que entrou no rotativo ou no parcelamento da fatura. Esses dois já são dívida, e entram na linha de dívidas com o número de parcelas que falta. Sem essa distinção, a fatura aparece inteira como consumo do mês e o orçamento perde a informação de quanto do futuro já está comprometido.

O que fazer quando a soma das categorias passa da renda?

Primeiro vale confirmar a conta: gasto anual dividido por doze incluído, parcelas contadas até o fim, renda pelo valor líquido. Erro de montagem produz déficit que não existe.

Confirmado o déficit, o orçamento passa a ter outra função. Ele mostra o tamanho exato da diferença, e esse número é o que uma renegociação ou um pedido de prazo exige. Quando o total dos gastos essenciais já passa da renda, a diferença vem de prazo, de benefício ou de renda adicional. O caminho nesse ponto está em o que fazer quando o orçamento não fecha.

Leia também

Índice

Função do orçamento; Contratado e variável; Número de categorias; Gastos eventuais; Cartão de crédito; Soma acima da renda

Continue a navegar em nosso ecossistema de produtos e serviços

Retrato do Gabriel Orsi com barba e cabelo preto curto usando camisa preta e em fundo preto.
Gabriel Orsi
CEO
ⓘEntraremos em contato apenas com e-mails cadastrados.
Obrigado! Entraremos em contato em breve.
Oops! Algo deu errado, revise o seu e-mail e tente novamente.

Agende uma reunião

×
Gabriel Orsi, CEO da Barkus
CEO
Gabriel Orsi

Diretor executivo da Barkus, graduado em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ

Nome Completo*
E-mail*
Empresa
Número de telefone
Conte sobre sua necessidade*
Obrigado! Entraremos em contato em breve.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário. Tente novamente.