Como transformar um objetivo do ano em valor mensal

Equipe Barkus
Time editorial
10 min
|
January 27, 2023
Saiba mais›

“Este ano eu vou me organizar” é uma frase, e frase não entra em orçamento. O que entra é um valor por mês com destino definido.

Uma pesquisa do Instituto Opinion Box divulgada em dezembro de 2022 apontou que quase todos os brasileiros ouvidos consideravam o planejamento financeiro fundamental, e 64% diziam ter algum controle sobre as próprias finanças. A distância entre concordar e fazer costuma estar num cálculo que ninguém fez.

Por que a meta de janeiro morre em março?

Porque ela nasce como desejo e nunca vira número. “Viajar”, “trocar de carro” e “quitar as dívidas” só disputam espaço no orçamento depois de terem preço e prazo.

Sem esse passo, a meta compete todo mês com o gasto do dia a dia e perde, porque o gasto do dia a dia chega com valor e data.

Como colocar preço no objetivo?

Pesquisando o valor cheio, com o que costuma ficar de fora da conta. Uma viagem tem passagem, hospedagem, alimentação, transporte no destino e seguro. Um carro tem entrada, transferência, seguro do primeiro ano e IPVA.

Objetivo de quitar dívida tem preço mais fácil de achar: é o saldo devedor atualizado, que o credor é obrigado a informar.

Como dividir pelo prazo?

Valor cheio dividido pelo número de meses até a data. Uma viagem de R$ 6.000 marcada para dezembro, planejada em janeiro, custa R$ 500 por mês.

Esse valor passa a ser uma linha do orçamento mensal, ao lado do aluguel. Sai da categoria de intenção e entra na de compromisso.

Objetivo com valor mensal disputa espaço no orçamento. Sem esse número, ele fica esperando sobrar, e raramente sobra.

E quando a parcela não cabe?

Três saídas, e vale testar nessa ordem.

Esticar o prazo, que é a mais barata. A mesma viagem em dezembro do ano seguinte custa R$ 250 por mês.

Reduzir o escopo, trocando destino, modelo ou padrão.

Adiar um objetivo por um ano, porque duas metas simultâneas costumam matar as duas.

Quando nenhuma das três resolve, o aperto vem de outro lugar, e vale olhar primeiro a dívida de maior taxa.

Onde guardar esse dinheiro?

Fora da conta corrente, em aplicação com resgate imediato e sem risco de perder valor no caminho. A prioridade aqui é estar disponível na data, e não render muito.

Separar por objetivo ajuda. Quando o dinheiro da viagem e o da reserva de emergência ficam no mesmo lugar, um consome o outro sem que ninguém perceba.

Vale lembrar a ordem: a reserva de emergência e os gastos anuais concentrados vêm antes de qualquer meta de consumo.

Como revisar no meio do ano?

Em julho, com uma pergunta só: o valor guardado bate com o número de meses que passaram?

Se estiver atrás, o conserto é aritmético. Recalcule a parcela com os meses que sobraram, e se a nova parcela não couber, volte para as três saídas.

Meta recalculada em julho chega no prazo. Meta abandonada em março reaparece como desejo em janeiro seguinte.

Leia também

Índice

Por que a meta morre; Preço do objetivo; Dividir pelo prazo; Quando não cabe; Onde guardar; Revisão no meio do ano

Continue a navegar em nosso ecossistema de produtos e serviços

Retrato do Gabriel Orsi com barba e cabelo preto curto usando camisa preta e em fundo preto.
Gabriel Orsi
CEO
ⓘEntraremos em contato apenas com e-mails cadastrados.
Obrigado! Entraremos em contato em breve.
Oops! Algo deu errado, revise o seu e-mail e tente novamente.

Agende uma reunião

×
Gabriel Orsi, CEO da Barkus
CEO
Gabriel Orsi

Diretor executivo da Barkus, graduado em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ

Nome Completo*
E-mail*
Empresa
Número de telefone
Conte sobre sua necessidade*
Obrigado! Entraremos em contato em breve.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário. Tente novamente.