12 dicas infalíveis para economizar dinheiro

28 de maio de 2018
Por Bia Santos

O brasileiro não poupa dinheiro! Quantas vezes, ao longo de nossas vidas, não ouvimos essa expressão da boca da própria população, independentemente da infinidade de sites e blogs que dão dicas de como economizar dinheiro?

Infelizmente, essa expressão é a mais pura verdade. Segundo pesquisas, não faz parte da nossa lista de hábitos cotidianos poupar dinheiro pensando no futuro.

E essa afirmação está embasada nos números, por exemplo, do Banco Mundial, que revelou o Brasil estar atrás de países como: Colômbia, África do Sul, México, Argentina, Índia, entre outros quando o assunto é poupança feita por indivíduos acima dos 15 anos de idade.

No geral, o estudo confirmou o que já suspeitávamos: apenas 4,7% dos 60% mais ricos têm o hábito de poupar dinheiro, enquanto apenas 2,1% dos 40% mais pobres têm esse hábito no Brasil.

As causas para isso, de acordo com os autores do estudo, são várias: o quase nenhum rendimento oferecido pela poupança, uma completa ignorância sobre investimentos, força de vontade, a renda baixa do brasileiro, entre outros motivos.

Logo, fica evidente que não é tarefa assim tão fácil guardar dinheiro. Mas existem, sim, algumas dicas simples que podem ajudar aqueles que pretendem sair dessa incômoda estatística.

12 dicas infalíveis para economizar dinheiro!

12 dicas infalíveis para economizar dinheiro!

1. Habitue-se a registrar suas despesas

É praticamente um consenso entre os especialistas em finanças a opinião de que o primeiro passo para quem pretende economizar dinheiro é, antes de mais nada, saber exatamente o quanto ganha e o quanto gasta por mês.

Até o momento, não inventaram nada melhor do que os registros e anotações como forma de obter um diagnóstico da atual situação financeira de um indivíduo.

É importante, por exemplo, manter o hábito de guardar suas notas e cupons fiscais (inclusive as do cartão de crédito) e desenvolver uma planilha para o registro de todos os valores ali contidos — com dia, mês e ano —, além da forma de pagamento e, de preferência, os itens considerados supérfluos que foram adquiridos nesse período.

Outra dica é utilizar a tecnologia a seu favor. Atualmente, existem inúmeros aplicativos capazes de fornecer toda a movimentação feita com o cartão de crédito durante o mês — uma forma de retirar o fator preguiça da lista de motivos para a falta de planejamento.

 

2. Estabeleça metas de gastos mensais

Agora que você já colocou todos os seus gastos mensais numa planilha e sabe quanto ganha e quanto está gastando por mês, o próximo passo será determinar o valor mensal (ou semanal) que poderá gastar com todas as suas necessidades — inclusive aquelas consideradas supérfluas que, por mais que tente, não consegue deixar de cumprir.

Você pode, por exemplo, determinar um gasto entre 50% e 60% (a depender de quanto você ganha) com as suas necessidades essenciais, como: alimentação, moradia, condução, saúde, educação, etc. Entre 10% e 20% com compromissos ligados às suas finanças, como: pagamento de dívidas, poupança para o pagamento delas ou, caso não as tenha, poupar alguma coisa dentro desse percentual.

E, finalmente, algo em torno de 30% para o lazer e os cuidados com a saúde. Isso pode incluir cinema, teatro, restaurante, bares, academia, salão de beleza, roupas, acessórios, entre outras aquisições semelhantes.

 

3. Seja criativo!

Aqui estamos falando de criar suas próprias estratégias diárias para fugir dos excessos. Uma dica, por exemplo, para conseguir uma boa economia de dinheiro é, sempre que registrar as despesas, criar o hábito de colocar um valor maior.

Ao final do mês, perceberá que acabou sobrando um dinheirinho, já que havia feito uma previsão maior de gastos inicialmente.

Também vale a pena colocar a data de vencimento de todos os seus compromissos para o dia imediatamente posterior ao pagamento. Essa atitude evita que esse dinheiro seja gasto com supérfluos.

Por fim, hábitos como: ter a sua própria horta em casa, estabelecer data para tudo, compartilhar com a família a sua renda e a necessidade de conter as despesas, podem, sem dúvida, ser um bom caminho para ter sempre algum dinheiro sobrando.

 

4. Deixe o cartão de crédito em casa

O cartão de crédito é um daqueles típicos casos em que um ser ou objeto pode tornar-se, ao mesmo tempo, médico e monstro.

Nada no mundo das finanças é tão prático e ao mesmo tempo tão ameaçador quanto esses pequeninos artefatos de plástico — tão leves, práticos e simpáticos, que até parecem inofensivos.

Mas, exatamente por essas características, os cartões têm se tornado uma grande dor de cabeça na vida de milhões de brasileiros, pois muitos acabam desenvolvendo sintomas como os da chamada “Oniomania” ou, simplesmente, “Transtorno de Compra Compulsiva”. Um distúrbio que afeta cerca de 5% da população (a maioria mulheres), e cujas principais características são:

  • Descontrole na quantidade de compras;
  • Pensamentos constantes com o ato de comprar;
  • Um visível aumento no número de vezes que vai às compras;
  • Mentir compulsivamente sobre a sua situação financeira;
  • Insônia;
  • Angústia;
  • Entre outros sintomas.

 

5. Às vezes um bom conserto substitui a compra

Um celular que deixa de funcionar; uma TV que, muitas vezes, só precisa de uma limpeza; um DVD supostamente imprestável; um sapato que só precisa de uma simples costura; ou mesmo (o que é mais comum) um mero prazer de ter um objeto novo em casa.

São várias as situações que nos levam a descartar imediatamente um aparelho ou objeto que, após um simples conserto, poderia ter uma sobrevida de até alguns anos.

Quando se leva em conta que o Brasil é responsável pelo descarte anual de 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico (cerca de 36% do lixo produzido na América Latina), é que se percebe o quão bem faria — não só para o seu bolso como para o planeta — manter esse hábito, não tão comum, de consertar aquilo que ainda pode ser aproveitado.

Sem dúvida, essa é uma daquelas dicas de como economizar dinheiro que, por tabela, contribui para o planeta como um todo.

 

6. Dê um tempo nas noitadas

Essa dica de como economizar dinheiro pode ser, para alguns, um tanto quanto traumática, mas, sem dúvida, pode surtir efeitos inquestionáveis na vida de qualquer pessoa.

O hábito de frequentar (sem critério) bares, restaurantes, baladas, boates, entre outros é responsável por abocanhar boa parte da renda de um indivíduo.

Na verdade, a suspensão desse hábito é capaz de mexer com toda a sua vida, desde a sensação clara de ter mais dinheiro sobrando no bolso, passando por uma maior disposição física, até mesmo a melhora na saúde do organismo.

A dica aqui é experimentar hábitos mais saudáveis e baratos, como: caminhadas, passeios em parques públicos, um filme no final da tarde, visitas a museus e bibliotecas, entre outras diversões conhecidas como “0800”, mas que podem ser bem mais educativas e gratificantes, principalmente no dia seguinte.

 

7. Faça você mesmo

Tudo bem que você não precisa ser um expert na arte de manusear ferramentas profissionais e dar vida a objetos novos em folha. Mas não custa aprender a realizar reparos, como: consertar um botão, fazer uma bainha de calça, pintar a própria parede, realizar algumas mudanças na decoração, ou, para os mais arrojados, fazer cursos em áreas como a eletrônica.

Por meio da internet é possível encontrar inúmeros sites no estilo “Faça você Mesmo”, que ensinam desde como reformar aquela mesinha que há anos está encostada num canto da casa até como dar àquela roupa uma cara de que acabou de sair da loja.

Enfim, o hábito de ter tudo sempre à mão (e de maneira prática) pode custar caro ao final do mês. Um custo que, quando devidamente poupado, pode gerar grandes surpresas após 1 ano.

 

8. Mude alguns hábitos!

Comer fora, por exemplo, é um dos hábitos mais agradáveis e também dos mais prejudiciais para o bolso. Entre 25% e 30% de toda a sua renda pode, simplesmente, ir pelo ralo apenas com as idas diárias a restaurantes.

O ideal para que tem o paladar mais exigente é adquirir o hábito de preparar receitas em casa e, para os que trabalham fora, a velha e boa marmita ainda é a melhor companheira.

Outro hábito que pode ser cortado (principalmente em tempos de crise) são as assinaturas de jornais e revistas, que podem muito bem serem substituídos por sites e blogs especializados.

Também os gastos com academias podem ser trocados por exercícios ao ar livre. Os lanches reforçados do final da tarde podem ser substituídos por frutas.

Esses e outros gestos podem (e vão) fazer toda a diferença no final do mês, e muitos até confessam a sua surpresa ao perceber como é possível viver sem certos hábitos que, até então, pareciam indispensáveis e parte das suas próprias existências.

 

9. Aprenda a poupar

Definitivamente, o Brasil não é um país de poupadores. Segundo dados do Banco Mundial, apenas 4,7% dos 60% mais ricos possuem o hábito de poupar. Enquanto isso, entre os outros 40%, apenas 2,1% mantêm esse saudável hábito.

O problema é que, quando se fala em finanças, não há nada mais recomendável do que adquirir, desde cedo, o hábito de guardar dinheiro, independentemente do valor.

De acordo com especialistas, o “número mágico” para uma boa poupança mensal é de 15% dos seus rendimentos. Segundo eles, esse é um montante suficiente para garantir uma certa tranquilidade durante a velhice.

Portanto, o recomendado é não perder tempo com o dinheiro em mãos e transferir o valor a ser poupado no instante imediato em que receber o salário.

Outra dica é tratar os ganhos extras como se não fossem seus, e sim da sua caderneta de poupança. Alguns exemplos são: Pis, restituição do Imposto de Renda, 13º salário, entre outros valores eventuais.

 

10. Experimente os atacarejos

Outra dica certeira para quem deseja economizar dinheiro são as compras nos chamados “atacarejos”. Estes são estabelecimentos que vendem no atacado, mas também no varejo. Você pode escolher entre essas duas opções, mas, caso escolha o atacado, terá ainda a vantagem de ter que dar poucas viagens até os estabelecimentos.

A economia que se faz é bastante significativa. Entre 15% e 25% podem ser economizados quando se faz uma compra de supermercado no atacado, pois nesses atacarejos os preços dos produtos variam de acordo com a forma de aquisição, e os produtos são mais baratos no atacado a partir de uma certa quantidade.

 

11. Economize energia

Por motivos óbvios, o hábito de economizar energia elétrica é uma das melhores dicas para economizar dinheiro e, de quebra, contribuir para a preservação do meio ambiente.

Veja alguns exemplos do que pode ser feito:

  • Apagar as luzes ao sair;
  • Desligar os aparelhos da tomada (e evitar o gasto em standby);
  • Deixar o chuveiro elétrico para o período de inverno;
  • Passar todas as roupas de uma vez só;
  • Utilizar o sol para secar as roupas (em vez da secadora);
  • Trocar a geladeira velha;
  • Utilizar as chamadas lâmpadas fluorescentes;
  • Entre vários outros hábitos.

Tais medidas resultam em uma economia que salta aos olhos.

Só é necessário tomar cuidado com os excessos, a fim de evitar que o hábito de economizar não se torne uma obsessão, capaz de transformar a sua vida e a dos que estão à sua volta em um verdadeiro inferno.

 

12. Busque ajuda profissional

No entanto, pode acontecer que algo mais grave esteja por trás dos gastos desenfreados e das dívidas que se acumulam em cascata.

Não são poucos os transtornos que se manifestam por meio do consumo exagerado e dos gastos excessivos com coisas consideradas supérfluas.

Muitos indivíduos costumam “afogar suas mágoas” em uma boa sessão de compras. Esses geralmente têm o que se chama de “Transtorno de Compra Compulsiva”.

Trata-se de um distúrbio que afeta pelo menos 5% da população brasileira (a maioria mulheres) e que, quando não tratado, pode resultar na sua completa destruição financeira.

Para esses casos, o jeito mesmo é procurar a ajuda de um especialista. Um psicólogo é capaz de fazer o primeiro diagnóstico e determinar o tratamento mais adequado, de acordo com cada caso.

Economizar dinheiro é uma arte que exige disciplina, autocontrole e inteligência emocional. Mas, e você? O que tem feito para melhorar sua vida financeira? Coloque sua resposta em forma de um comentário, logo abaixo.

E aproveite também para aprender ainda mais acessando os outros conteúdos do nosso blog!

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